quarta-feira, janeiro 15

Notícia: Nick Nolte é adicionado no filme Noah


Em um dos trechos da Bíblia, mencionada em Genesis 6:4, é mencionado o Nefilim (veja significado aqui). O filme Noé, de Darren Aronofsky, que será um tipo de revisitação da história bíblica em que a Terra é coberta por um dilúvio.

O nefilim citado no parágrafo acima se refere aos gigantes que habitavam a Terra, segundo a escritura, que por sua vez, construído digitalmente, terá voz do ator Nick Nolte.

Com Russell Crowe, Jennifer Connely, Emma Watson, Logan Herman, Ray Winstone, Douglas Booth, Kevin Durand, Martin Czokas e Anthony Hopkins, como Matusalém.

O filme está marcado para o dia 28 de Março.

segunda-feira, janeiro 13

Notícia: Novo filme de Richard Linklater que demorou 12 anos pra terminar estreia em Sundance

Após estrear Antes da Meia-Noite no Festival de Sundance, o diretor Richard Linklater voltará este ano com seu próximo filme intitulado Boyhood, segundo o próprio festival e cuja filmagem demorou doze anos para terminar.

Estrelando Ethan Hawke e Patricia Arquette, como um casal divorciado tentando criar o seu filho (Ellar Coltrane), o diretor vêm filmando cenas todo ano desde 2002, seguindo o envelhecimento natural dos atores, parecido com o que Linklater fez na trilogia que se iniciou com Antes do Amanhecer, terminando ano passado em Antes da Meia-Noite, só que mais gradual e num filme só.

O Festival de Sundance irá ocorrer na data de 16 a 26 de Janeiro, sendo que o filme será exibido no dia 19, num sábado.

domingo, janeiro 12

Notícia: Vencedores Globo de Ouro 2014



A festa aconteceu no último domingo, dia 12, e premiou alguns nomes já conhecidos do público e outros que estão sendo reconhecidos só agora pelos seus trabalhados. 


12 anos de Escravidão, de Steve McQueen (II)
Confiram os vencedores:

Melhor Filme - Drama
12 anos de Escravidão

Melhor Filme - Comédia ou Musical
Trapaça

Melhor Ator - Drama
Matthew MacConaughey por Clube de Compras Dallas

Melhor Ator - Musical ou Comédia
Leonardo DiCaprio por O Lobo de Wall Street

Cate Blanchett vence Melhor Atriz - Drama
por Blue Jasmine, filme de Woody Allen

Melhor Atriz - Drama
Cate Blanchett por Blue Jasmine

Melhor Atriz - Comédia ou Musical
Amy Adams por Trapaça

Melhor Ator Coadjuvante 
Jared Leto por Clube de Compras Dallas

Melhor Atriz Coadjuvante
Jennifer Lawrence por Trapaça

Alfonso Cuarón leva seu troféu
de Melhor Diretor por Gravidade
Melhor Diretor
Alfonso Cuarón por Gravidade

Melhor Roteiro
Spike Jonze por Ela

Melhor Filme em Língua Estrangeira
A Grande Beleza

Melhor Filme de Animação
Frozen - Uma Aventura Congelante

Melhor Trilha Sonora Original
All Is Lost

Melhor Canção Original
Mandela por Ordinary Love

sábado, janeiro 11

Notícia: Novo filme de Quentin Tarantino já tem nome e elenco à vista

Parece que a espera por um novo filme do cineasta Quentin Tarantino vai demorar um pouco  mais que o esperado. Após Django Livre, o diretor e roteirista tinha anunciado que seu próximo filme seria mais um western. "Eu me diverti muito com Django, e eu amo tanto faroestes que após aprender a mim mesmo a como fazer um, agora está OK! Deixem-me fazer outro agora que eu saberei o que estou fazendo", declarou ele.

Sem muitos detalhes, Tarantino reportou ao Deadline que já está em processo de roteirização. Intitulado como The Hateful Eight, o diretor já está de olho em dois atores, o recente colaborador e ganhador das duas indicações ao Oscar que recebeu como melhor ator coadjuvante, Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios e Django Livre (ambos do diretor) e o veterano ator Bruce Dern, que está rodando pela temporada de premiações pela sua elogiada atuação no filme Nebraska, de Alexander Payne.

Não se sabe quando finalizará o roteiro, ainda mais que o diretor gosta de fazer rascunho para cada ator, para depois dar um passo a frente da pré-produção.

Fonte: Collider

Sessão Curta+: O Espelho (2010)


Filme: Le Miroir
Direção: Laurent Fauchere e Antoine Tinguely
Roteiro: Laurent Fauchere e Antoine Tinguely
Gênero: Drama
Origem: Suiça
Duração: 6 minutos
Sipnose: O curta conta a história de um homem, de sua infância até a velhice, através do espelho.

*Dica: aperta no item da lateral do vídeo para expandir a imagem.

Filme:


quarta-feira, janeiro 8

Crítica: Sem Novidade no Front (1930)


Por Wendell Marcel

"A guerra sem volta"

A questão que leva um homem ir para a guerra defender o seu país, deixando para trás a sua família e amores, o berço social onde nasceu e viveu até a mais jovial idade, é de extrema e sociológica complexidade. A análise pode seguir o composto construção social, de pertencimento que esse indivíduo tem com sua nação, o desenvolvimento de costumes e o caráter formado através das influências dos seus pais e a mais importante intervenção da escola (instituições sociais), onde lá pratica com seus iguais relações interpessoais, psicológicas e ambientais. O fato dele morar e assim se apaixonar por sua terra, provoca nesse sujeito a importância de que aquele espaço é sua pátria e que é dever dele protegê-la e resguardá-la. Essa premissa funde com a complicação de quando sua nação é quem quer destronar outro território, assim a história desvela mais e mais questões sobre a rixa entre os governantes, reis e czars. Outros rabiscos são postos na chapa da dúvida humana: no período de guerra, o homem é um ser coletivo, e o uni não existe? Como se comportar em uma guerra pensando o coletivo, sendo que cada pessoa possui sua própria particularidade? Matar o outro para fazer viver os seus é compreensível n'um momento tão insustentável como é o campo de batalha? E as marcas deixadas pela guerra, eu defendo o meu país e não sinto mais as mesmas sensações por ele depois de ouvir as balas percorrerem meus ouvidos, e ver o meu parceiro ser destruído, fisicamente e psicologicamente pelos canhões do adversário, e ao término do dia deitar minha cabeça no travesseiro enquanto corpos apodrecem nos arredores dos ringues de batalha. Notoriamente, meu discurso se transforma, talvez, na mesma sensação de impotência que Paul, protagonista do filme, começa a sentir no final do segundo ato do longa colossal de Lewis Milestone.

Pouco lembrado pelos amantes do cinema, até menos que Vier von der Infanterie, de Pabst, Sem Novidade no Front é uma vitória na transição da equipagem do áudio mudo para o sonoro desta arte que agora falará, com voz, para o espectador. No comecinho da década de 30, a importada anos seguintes por títulos célebres (Tempos Modernos, Aconteceu Naquela Noite, E O Vento Levou), o mais impressionante filme de guerra americano desta década entra para a história, e não só por ter ganho a edição do Oscar pelo qual concorreu. O longa de Milestone acontece quinze anos depois do espetáculo que deixou críticos e amantes da sétima arte estupefatos, O Nascimento de Uma Nação, e abusa de esquemas de enquadramento e movimentação de câmera que fazem rememorar uma série de produções do gênero que visivelmente beberam da fonte deste belíssimo quadro. O campo de batalha é tomado por um passeio sob um travelling cheio de pedras, a fotografia medíocre suja de Arthur Edeson e Karl Freund, deixa tudo ainda mais verossímil; os soldados estão sempre cansados, pedindo o fim daquele absurdo chamado campo de batalha. Eles, homens de pátria e de honra, mais parecem porcos. Eles não almejam vitória, o que querem é qualquer espécie de comida que forram seus estômagos. Não aguentam mais serragem; ficam mais doentes pela falta de acolhimento do Estado do que pelos furos de bala que decepam seus corpos. Eles têm medo de entrar em confronto com o Outro; são jovens que só querem saber de garotas e diversão. No campo de batalha são eles sempre mais jovens, na falta dos que já morreram, um sem números, jogados no terreno minado, como objetos de rastreamento das balas e dos inimigos. Usando de motivos tão inocentes, mas concretos, Milestone declara em seu monumento fílmico que a guerra é um evento em que as pessoas se juntam para confrontar as vicissitudes mais ignorantes da vida e do seu confronto entre iguais: a competição por algo (sim, existe um motivo) que muitos daqueles que lutam, não vão poder saborear. E que sabor é esse de sangue, de ferrugem, de dores de mães, de nações destruídas? É só sangue, dor e destruição que vemos nas imagens de Sem Novidade no Front; é um filme absurdamente beligerante, sim, mas instruído em apresentar o antibelicionismo, a falácia tão difamada pelos insurgentes do cretinismo político territorializador e controlador, o pacifismo. Eu sou agora Paul, o rapaz que caçava borboletas no campo de sua cidade, e que precisa agora destruir um outro rapaz, até mais jovem do que ele.

Meus textos são sempre escritos para aqueles que já viram o filme, por isso a falta de linearidade na cotação da história, contudo uma retrospectiva é pertinente. Sete jovens alemães, ainda estudantes, são iludidos pelo professor a se alistarem no exército, e lutar em favor da nação na primeira guerra mundial. Os rapazes descobrem no primeiro encontro com o campo de batalha o quanto é retratável o conceito ensinado de respeito, solidariedade, instrução e educação na sociedade. Na guerra todo o aprendizado moral é jogado para o alto; e o único respeito que se pode ter naquele momento, é pela vontade de proteger sua nação. Contudo, os corpos se transformam, e voltar para casa depois de uma lesão, e sentir a necessidade de retornar para o campo de batalha, torna-se a essência do soldado. Tudo que ele viveu e aprendeu foi baleado e decepado no campo de batalha. Os sonhos juvenis morreram. Os belos rostos envelheceram dez anos. Como em um jogo de atirar no objeto e derrubá-lo para ganhar um doce, cada um dos sete amigos vão sendo destruídos pela guerra. Nem os melhores e nem os piores sujeitos sobrevivem, porque a guerra faz desaparecer a natureza do homem, sendo ela boa ou má em sua condição pragmática de moral. 

Sem Novidade no Front é baseado no romance best-seller de Erich Maria Remarque, quando o período marcado pela sua escrita era espelhado pelo sentimento da canção "I Didn't Raise My Son To Be a Soldier" (Eu não criei meu filho para ser soldado). Não é reconhecido, mas o filme de Milestone fez Hollywood produzir outros títulos que refizessem a Alemanha do pós-guerra, sendo o mais reconhecido The Road Back, de 1937. Neste mesmo ano, Jean Renoir filma A Grande Ilusão, talvez o retrato mais conhecido sobre a primeira guerra mundial. Os diretores Stanley Kubrick, Abel Gance e William Wyler falaram em seus filmes sobre o ocorrido das trincheiras, e neste terceiro nome, o retorno dos combatentes para suas famílias também é destacado. Nada de Novo no Front, um dos títulos conhecidos pelos leitores de cinema, teve uma refilmagem em 1979 feita para a tevê, e o filme foi restaurado apenas em 1998 para a apreciação mais proveitosa das imagens realistas do confronto armado no campo de batalha. 

Mais como é mágica a câmera de Milestone, mesmo mostrando os horrores da guerra, a cena final, pungente, cruel, que dilacera a alma deste espectador a quem vos escreve, mesmo assim, toma a morte como um voo mais alto. A única cor daquele acinzentado é a borboleta que descreve o toque, que reconstrói/rememora a história de Paul, fazendo referência ao conceito de natureza e religião de Michelangelo em seu afresco "A Criação do Homem". Assim, condicionados a retornar para o ambiente febril de incertezas da guerra, não sabendo o quanto ainda vão viver (contam piadas sobre a morte e dos caixões em que ainda serão enterrados), a lição prática ensinada da primeira grande guerra para o homem é dentre tantas, uma em particular: por que lavar pratos é mais vergonhoso do que matar uma pessoa sem razões tangíveis, ainda que não existam para este leigo que escreve. A primeira guerra é, provavelmente, a mais criticada dentro do cinema, por ser assim, tão inútil e tão horrorosamente desprezível. 

Nota: 9/10





terça-feira, janeiro 7

9 filmes selecionados: sobre Um Cenário Onde (Quase) Tudo Acontece.

Por Maurício Owada

Alguns cineastas preferem uma abordagem mais teatral, com personagens dividindo o mesmo espaço durante todos os atos que dividem uma narrativa, ou a maior parte dela. Sejam conversando sobre algo trivial ou postos sob uma situação estressante ou até mesmo, insano.

Lugares que determinam um destino, uma história ou é recheada de histórias para serem descobertas.

9. Clube dos Cinco, de John Hughes (1985)

8. Cães de Aluguel, de Quentin Tarantino (1992)

7. Um Dia de Cão, de Sidney Lumet (1975)

6. Festim Diabólico, de Alfred Hitchcock (1948)

5. Repulsa ao Sexo, de Roman Polanski (1965)

4. O Iluminado, de Stanley Kubrick (1980)

3. 12 Homens e uma Sentença, de Sidney Lumet (1957)

2. O Anjo Exterminador, de Luis Bunüel (1962)

1. Janela Indiscreta, de Alfred Hitchcock (1954)

segunda-feira, janeiro 6

Crítica: Bling Ring - A Gangue de Hollywood (2013)


Por Maurício Owada

"O banditismo ostentação"

O último trabalho da cineasta Sofia Coppola seguia por uma áurea enorme na mídia devido a escalação de Emma Watson para interpretar uma garota má e fútil, uma atriz conhecida mais pela imagem da esperta Hermione da franquia Harry Potter. A expectativa acerca de uma diretora e roteirista ganhadora do Oscar e uma atriz que anda saindo da imagem que carregara por anos e o resultado não é exatamente um trabalho primoroso, mas ainda assim, é competente na proposta.

Bling Ring - A Gangue de Hollywood (The Bling Ring) conta a história verídica de uma gangue de adolescentes que marcavam pela internet, roubos de casas de celebridades como Lindsay Lohan, Paris Hilton, Orlando Bloom e companhia, alimentando os seus desejos pelo luxo e estilo de vida dos famosos que estão sob o grande holofote. E após flagrantes por câmeras de segurança, são presos e condenados, mas como estão em Hollywood, é claro que alguns deles aproveitam os flashes de noticiários que estampam a parte policial dos jornais para se auto-promoverem e se tornarem famosos.

Se a direção de Sofia não acrescenta muito na obra, pelo menos o seu roteiro contam com excelentes diálogos que escancara nos primeiros minutos uma juventude cínica e materialista, se escondendo na pele do bom samaritano. Fumando maconha, cheirando cocaína, tomando as bebidas mais caras e frequentando as baladas mais luxuosas, as meninas e o garoto homossexual com problemas de autoestima buscam aquilo contido nas letras de RAPs ostentação que as garotas ouvem em seus carros caros, que fala e venera drogas, sexo e luxo, tudo que pode ser comprado com dinheiro - essas cenas criam um contraponto interessante: garotada branca de bairro rico ouvindo músicas de um gênero musical originário dos bairros negros pobres, que adquiriu uma vertente que saia do caráter de protesto e retrato da realidade para idolatrar o luxo trazido pelo dinheiro.

Apesar de um ótimo elenco, com Israel Broussard fazendo o garoto gay Marc, que trabalha com sutileza na caracterização de seu personagem, não caindo na armadilha do caricato, Katie Chang lidera a gangue como Rebecca Ahn que esconde uma pessoa de intenções misteriosas, mas é o talento de Emma Watson (e a câmera) que a destaca com mais tempo de tela em relação às outras atrizes, aparecendo mais nos flashbacks, a jovem atriz esbanja cinismo e falsidade na composição de sua personagem e demonstra o talento de alguém que está conseguindo se desprender da imagem de uma personagem que manteve por muitos anos no início de carreira. Apesar do notável talento, esse destaque em cima da atriz acaba ofuscando o tempo de outros atores, criando um desequilíbrio no desenvolvimento de todo o elenco.

Bling Ring não é um trabalho ao nível de Encontros e Desencontros (Lost in Translation), mas ainda assim competente no que passa ao público e retrata uma juventude que se agarra a ídolos vazios de cotidianos luxuosos, que não deixa de ser diferente aqui no Brasil (mas com uma dinâmica e circunstância bem diferentes), com o funk ostentação se tornando uma lição de vida para jovens pobres na favela subirem na vida, enquanto jovens de classe alta assaltam para se ter além da mesada alta, uma vida de pura ostentação; mas é claro, para se ter, todos precisam correr atrás do seu jeito... mesmo roubando.

Nota: 7,0/10,0



 Trailer:

sábado, janeiro 4

Sessão Curta+: Françoise (2001)

Filme: Françoise
Direção: Rafael Conde
Roteiro: Luiz Vilela (conto)
Gênero: Drama
Origem: Brasil
Duração: 22 minutos
Sipnose: Uma garota chamada Françoise. Um viajante esperando a partida. O encontro entre dois solitários numa estação rodoviária.

*Dica: aperta no item da lateral do vídeo para expandir a imagem.

Filme:


sexta-feira, janeiro 3

Notícia: Indicados ao PGA 2014

Saiu a lista de indicados de um dos maiores termômetros do Oscar, o PGA ou Producers Guild Awards, organizado pelo Sindicato de Produtores Americanos.

Os filmes premiados no PGA, na maioria das vezes, coincide com o prêmio de melhor filme no Oscar, que contempla os produtores com a estatueta.

Confira os indicados:

Melhor filme

  • Trapaça
  • Blue Jasmine
  • Capitão Phillips
  • Dallas Buyers Club
  • Gravidade
  • Ela
  • Nebraska
  • Walt nos Bastidores de Mary Poppins
  • 12 Anos de Escravidão
  • O Lobo de Wall Street

Melhor animação

  • Frozen: Uma Aventura Congelada
  • Reino Escondido
  • Os Croods
  • Meu Malvado Favorito 2
  • Universidade Monstros